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ECOLEZÍRIA quer ser um dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) que mais promove a reciclagem em Portugal.

Cerca de 40 mil pessoas vão ter recolha porta-a-porta e colaborar ativamente na reciclagem.

A ECOLEZÍRIA apresentou dois projetos cofinanciados pelo Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), com vista a avançar com a implementação da recolha seletiva porta-a-porta em 21.000 alojamentos nos Municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos, a qual incluirá também a recolha de orgânicos em 14.000 alojamentos dos Municípios de Almeirim, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. A ZERO foi a entidade escolhida para colaborar na componente de sensibilização e divulgação do projeto.

Tendo em conta que a União Europeia definiu recentemente metas para a reutilização e a reciclagem de 55% do total dos Resíduos Urbanos em 2025 e de 65% em 2035, situação que vai obrigar os SGRU a níveis de desempenho muito exigentes, a ECOLEZÍRIA adotou recentemente um reposicionamento estratégico que visa recuperar a sua autonomia em relação ao tratamento - depois da selagem do aterro que geria – dirigindo a sua atenção essencialmente para a recolha seletiva para que esta atinja níveis superiores aos previstos às metas estabelecidas.

Neste sentido, e à semelhança do que acontece já com Municípios e empresas intermunicipais um pouco por toda a Europa, vai avançar com um significativo programa de recolha porta-a-porta em 30% dos alojamentos existentes - cerca de 40 mil pessoas abrangidas - precedido de um forte envolvimento das comunidades, através da realização de sessões participativas, e de uma campanha de sensibilização intensa.


Quem separar vai poder ganhar!

A recolha porta-a-porta terá início com a prévia distribuição de contentores para a separação dos resíduos orgânicos, sacos reutilizáveis para separação multimaterial nas habitações e sacos codificados para separação, prevendo-se que a entrega dos materiais seja efetuada em dias semanalmente definidos. A grande novidade, para além da transparência na comunicação dos resultados obtidos, é a criação de incentivos financeiros para os residentes que mais separem, convertíveis em bens e serviços que possam ser adquiridos no comércio local e, num futuro próximo, a implementação de tarifas variáveis que resultem do cálculo do peso e do volume de resíduos depositados pelos utilizadores domésticos (sistemas de pay-as-you-throw que fundamentam o seu preço na porção de resíduos não recicláveis produzidos por cada cidadão, mas que contemplam uma parte fixa e outra variável).


Compostagem é aposta decisiva

Será também promovida a compostagem doméstica com a distribuição de 7.500 compostores domésticos junto dos alojamentos incluídos na tipologia de moradia e a ECOLEZÍRIA tem a intenção - logo que surja um novo Aviso específico do POSEUR – de construir uma unidade de compostagem centralizada (com capacidade para tratamento de 10.000 toneladas/ano de bioresíduos), no sentido de otimizar a produção de composto de qualidade e fazer retornar os nutrientes aos solos, bem como de uma central de triagem de recicláveis, por forma a melhorar a capacidade de preparação e encaminhamento dos diferentes materiais para reciclagem, respetivamente.

Com estes investimentos e com a generalização da recolha porta-a-porta e da compostagem doméstica, a ECOLEZÍRIA tem a ambição de se tornar não só num dos SGRU que mais encaminha para reciclagem, como também aquele que mais reduziu a produção de resíduos indiferenciados, contribuindo assim para a prevenção.